Gastronomy as a Cultural Exchange

September 3, 2019

Embora as discussões sobre comércio cultural se concentrem em produções artísticas, essas obras não esgotam a lista de produtos culturais de um país. Dentre outros relevantes, um dos aspectos que reflete significativamente as tradições e heranças culturais de um país é a sua culinária. A arte de cozinhar evoluiu ao longo da história das nações, tornando-se parte da sua cultura. Talvez este seja o produto cultural mais onipresente – e mais expressivo economicamente.

Os padrões comerciais da culinária contrastam bastante com os padrões do mercado de artes e entretenimento. Enquanto os EUA são dominantes no cinema e o Reino Unido na música, nenhum deles está entre as principais referências de culinária. Os países cujas origens gastronômicas têm maior influência no comércio internacional são Itália, Japão e México.

O interesse no comércio cultural transcende a balança comercial e se estende substancialmente a questões de influência cultural estrangeira. Os dois países com maior “superávit” gastronômico, Itália e Japão, além de manterem várias de suas tradições culturais, possuem grande poder de influência global, tanto pelo panorama histórico como pelos seus fluxos migratórios.

Já entre os países com maior “déficit” estão os Estados Unidos e Brasil, cuja formação cultural é uma somatória de diversos grupos sociais e étnicos, sendo resultante de suas colonizações e ciclos de imigração. Apesar de terem raízes culturais próprias, são mais influenciados por culturas originárias de outros países do que os influenciam com seus costumes e tradições tipicamente nacionais.